HITLER E A BOMBA ATÔMICA
Já se especulou bastante sobre quais teriam sido as famosas armas secretas com as quais a Alemanha esperava virar o jogo nos estertores da guerra. Naturalmente a bomba nuclear ou bomba atômica não deixa de estar entre as considerações. Há um relato que pode ser considerado fidedigno e que encontramos no livro Meine Kommandounternehmen ( Minhas Ações de Comando), editora Limes, Wiesbaden-Munique, 1993 de Otto Skorzeny (1908 – 1975). Skorzeny destacou-se principalmente por ter comandado a ação de resgate do Duce Mussolini em 1943.
Diz ele que futuros historiadores acharão estranho o fato de não ter a Alemanha usado a arma, apesar dispor dos meios e da ciência para produzi-la desde 1938. Neste ano os professores Otto Hahn e Strassmann comprovaram quimicamente a fissão nuclear. O primeiro recebeu o Prêmio Nobel em 1944 pela descoberta do núcleo pesado. Ele trabalhava no Instituto Kaiser Wilhelm em Berlim com uma série de pesquisadores de primeira ordem incluindo o Prof. Werner Heisenberg. Este tinha como assistente Carl Friedrich v.Weizsäcker, que era filho de um dos integrantes do grupo de revoltosos que pretendeu dar o golpe contra Hitler em 20 de julho. Segundo Skorzeny havia mais um instituto científico, sob orientação do Físico Manfred v.Ardenne, que trabalhava nestas pesquisas.
Como não poderia deixar de ser Hitler se interessou vivamente pela matéria e no outono de 1942 teve longa conversa a respeito com o Dr.Todt, ministro do armamento. Entretanto, nunca se afastou da opinião de que usar a energia atômica para fins bélicos significaria acabar com a humanidade.
Skorzeny relata uma conversa pessoal que teve com Hitler em outubro de 1944. Ele próprio tocara no assunto em função de um bombardeio britânico havido contra uma fábrica de água pesada na Noruega, ao que Hitler comenta: “Sabe, senhor Scorzeny, que se a fissão nuclear e ainda mais a radioatividade fossem usadas como arma, isto significaria o fim do nosso planeta? As consequências seriam horriveis. (…) Sem dúvida! Mesmo que a radioatividade seja controlada e a fissão do átomo for a arma, também neste caso o efeito seria devastador.
Quando Dr.Todt esteve aqui, eu li que um aparelho desta natureza, com radioatividade controlada, liberaria uma energia que provocaria uma destruição só comparável àquela ocasionada por meteoros que cairam no Arizona e na Sibéria próximo ao Lago de Baical. Isto quer dizer que todo tipo de vida, não só humana, mas também animal e vegetal, seria extinto por centena de anos num raio de 40 km. Seria o apocalipse. E como guardar um segredo destes? Impossível! Não! Nenhum país, nenhum grupo humano civilizado poderia assumir conscientemente tamanha responsabilidade. De ataque a contra-ataque a humanidade necessariamente se exterminaria. Alguns agrupamentos populacionais no Amazonas e nas florestas de Sumatra teriam alguma chance de sobreviver.” Estas, segundo Skorzeni, as palavras de uma homem, cuja memória vem sendo vilipendiada sob acusação de ter sido o responsável pelos mais horrendo crimes contra a humanidade.
Mas esta questão do domínio da fissão nuclear também pode ter sido motivo para que as forças do mundo todo fossem moblizadas contra um pequeno país. Ditadura, liberdade, racismo e outros “ismos” foram só pretextos.
Fonte: Blog do Toedter