Arapuca de guerra -

(relato de um oficial alemão - Fronte Oriental - Rússia)

“A aldeia estava muito bem fortificada e muitos tanques haviam sido postados entre as casas, para servir como casamatas. Os carros blindados eram difíceis de descobrir e eliminar. Nosso primeiro ataque havia fracassado ao enfrentar o fogo dos tanques, embora nossas perdas tenham sido reduzidas, pois nossas tropas, veteranas, ante o perigo, haviam sabido retirar-se a tempo.

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Para desfechar o segundo ataque, era necessário fazer os tanques saírem - a maioria dos quais estava entrincheirada na parte sul da aldeia - de suas posições protegidas. Com o fim de conseguir isto, o fogo de toda nossa artilharia foi concentrado no setor nordeste da aldeia, e um ataque simulado foi efetuado nesse setor por carros blindados e veículos semilagartas, acobertados por uma cortina de fumaça.

Então, inesperadamente, o fogo da artilharia foi orientado sobre o setor sul da aldeia e concentrado, maciçamente, sobre o ponto pelo qual nos propúnhamos irromper. Apenas uma bateria continuava apoiando, com bombas de efeito moral, o ataque simulado. Enquanto os projéteis estavam ainda caindo sobre as posições inimigas, os tanques do 15° Regimento Panzer se lançaram sobre a aldeia e superaram, de sul a norte, a defesa russa. Os tanques russos que haviam deixado os seus abrigos, deslocando-se para o setor norte da aldeia, foram atacados pela retaguarda, pelos nossos Panzer e destruídos depois de encarniçada luta.

A infantaria russa abandonou a localidade e se retirou desordenadamente, seguida pelos nossos atiradores motociclistas. Vinte tanques russos foram destruídos na ação e 600 soldados ficaram mortos os feridos”.

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