1940: Armistício de Compiègne

A 22 de junho de 1940, França e Alemanha acertaram um cessar-fogo, encerrando a ofensiva alemã sobre a França, Holanda, Bélgica e Luxemburgo, iniciada seis semanas antes. As negociações foram perto de Paris, onde os franceses também ditaram as condições para a capitulação alemã na Primeira Guerra. O acordo dividiu a França: o norte ocupado e o sul administrado por um governo colaboracionista com o Terceiro Reich.

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  • Prisioneiros marroquinos em poder de alemães no início da ofensiva
  • O próprio Hitler foi quem mais se surpreendeu com o suposto maior êxito dos nazistas. A 17 de junho de 1940, ao receber a notícia de que o novo governo da França, liderado pelo marechal Henri Philippe Pétain, queria um cessar-fogo, ele comemorou o triunfo.

    A campanha militar ocidental contra a França, Holanda, Bélgica e Luxemburgo durara apenas seis semanas. De largada, os alemães atingiram uma meta que fora considerada decisiva na Primeira Guerra Mundial (1914–1918): a imobilização do poderio militar francês e a conquista da costa do Canal da Mancha. Hitler via-se como o maior comandante militar de todos os tempos.

    Para completar a humilhação do inimigo, ele exigiu que o acordo de paz fosse negociado na floresta de Compiègne, próxima a Paris, no mesmo vagão em que o general francês Ferdinand Foch ditara as condições da rendição alemã a 10 de novembro de 1918. Soldados alemães arrombaram o museu e empurraram o vagão 24 19 D até um bosque próximo à localidade de Réthondes.

    A 21 de junho, Hitler sentou-se no lugar do marechal Foch. Pétain, de 84 anos, comandante superior das tropas francesas na Primeira Guerra Mundial, foi obrigado a ocupar o lugar em que Matthias Erzberger assinara a capitulação alemã. Hitler ordenou ao general Wilhelm Keitel que lesse as exigências alemãs.

    Depois de um dia e meio de negociações, às 18:55 horas de 22 de junho de 1940, o destino da França estava selado. Keitel, chefe da delegação alemã, e o general Charles Huntzinger assinaram o cessar-fogo, que dividiu a França. Três quintos do território francês (o norte), incluindo as principais cidades industriais e a costa atlântica, passaram diretamente ao controle da administração militar alemã. Para a Alsácia-Lorena foi estabelecida uma administração civil. A região desocupada no sul, com a capital em Vichy, ficou para o governo francês.

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