Franceses em ação: A Divisão SS Charlemagne

23 de Dezembro de 2009 @ 12:00 por admin

Formada em 1944, entre outros, com os soldados remanescentes da Légion des Volontaires Français contre le Bolchévisme (Legião dos voluntários franceses contra o bolchevismo), a Divisão SS Charlemagne participou heroicamente na defesa da capital do Reich contra o avanço soviético.

charlemagne ss - charlemagne ss

O regimento de infantaria 638, como os oficiais alemães designavam a Legião dos Voluntários Franceses, iniciou sua luta nos arredores de Moscou em novembro de 1941. Após a invasão dos aliados na Normandia em 1944, a transferência da legião à França foi abortada para reforçar a frente oriental por causa da ofensiva russa daquele verão. A 25 de junho, às margens do Rio Bobr, alguns membros da LVF sob o comando do major Bridoux lutaram 48 horas contra o avanço soviético. Apoiados por Stukas, cinco tanques Tigre rechaçaram um ataque após outro, o que se tornou a mais famosa operação da LVF. Quarenta ou mais tanques soviéticos foram destruídos diante da posição francesa. Testemunho da habilidade da LVF veio de um comunicado soviético, o qual relatava que suas forças foram bloqueadas pelo sacrifício de “duas Divisões francesas”.

FrenchSS - FrenchSS

Muitos dos integrantes da Divisão SS Charlemagne foram denunciados na ocasião de seu retorno à França. É o caso do Hauptsturmführer Henri Joseph Fenet, um dos últimos a receber a Cruz de Ferro e condenado a 20 anos de trabalhos forçados. Foi libertado em 1959. Outros tiveram menos sorte e foram fuzilados na ocasião de sua captura pelas autoridades francesas. O episódio do General Leclerc ficou famoso, quando diante dos 11-12 desafiantes capturados da Divisão Charlemagne, ele perguntara por que os soldados estavam usando uniforme alemão. A resposta impertinente veio através de outra pergunta, por que o general estava usando um uniforme americano (o “franceses livres” utilizavam um uniforme modificado do exército norte-americano). Tal afronta levou ao fuzilamento sumário deste grupo de franceses da Waffen-SS, sem qualquer procedimento formal de um Tribunal Militar.

Fonte: Inacreditavel.com.br

Leia também: O Último Canto do Diabo

A última missão

16 de Dezembro de 2009 @ 15:10 por admin

Submarinos Alemães – Mitos, Lendas e a Realidade

u 513 - u 513

O escritor brasileiro Roberto Muylaert publicou recentemente pela Editora Globo o livro ALARM, no qual ele conta a história do blumenauense de origem alemã Werner Hoodhart, que nos anos 1940 se alista nas forças nazistas e acaba como tripulante de um submarino, o U-199, nas costas brasileiras.

A imaginação fértil de Muylaert leva Werner e seus colegas tripulantes a desembarcarem em Praia Grande, no litoral paulista, atrás de uma famosa marca de cachaça ! E isto é só o começo das aventuras que todos irão viver nas páginas deste livro.

SUBMARINO U-513

Outro submarino alemão que infernizou a vida da marinha mercante no litoral brasileiro durante a segunda guerra mundial foi o U-513, que atuava no litoral sul do nosso país.

Dele, se fez um documentário, que foi exibido pela RBS/TV de Santa Catarina. A presença dos submarinos na costa do Brasil foi uma dura realidade, mas criou lendas e mitos.
Em Blumenau circulavam notícias à boca pequena, dando conta de que muitos espiões iam e vinham nestes submarinos, preparando o campo para a futura base alemã em que seria transformado o Vale do Itajaí, se Hitler ganhasse a guerra

A BATALHA DO ATLÂNTICO

Naquela manhã do dia 19 de julho de 1943 as correntes marítimas que vinham do pólo sul tornavam gélida a superfície do Oceano Atlântico, nas imediações da costa de Santa Catarina.
O vento forte que cortava os ares não foi empecilho para que a um avião Mariner, anfíbio da marinha norte americana, realizasse intensas operações de patrulhamento, buscando localizar submarinos inimigos. Três dias antes, um navio da marinha mercante americana, o “Richard Caswell”, de 7.177 toneladas, transportando tungstênio e magnésio de Buenos Aires para Nova York havia sido torpedeado e afundado pelo submarino alemão U-513, no mar territorial brasileiro, a poucas milhas da costa catarinense, entre Florianópolis e São Francisco do Sul.

A Europa havia se transformado em um sangrento teatro de operações de guerra. De um lado, americanos, ingleses e russos, procurando o apoio de aliados, entre os quais o cobiçado Brasil. Do outro lado, as “forças do Eixo”, formadas pela Alemanha, Itália e Japão.

O Brasil custou a decidir-se: apoiar quem ?

Getúlio Vargas exercia nosso governo de forma ditatorial. Por isso, e até sugestionado por membros influentes do seu governo, como Filinto Muller, manifestava velada simpatia por Hitler, que também usava de plenos poderes na Alemanha.
Mas a pressão americana pela conquista do Brasil como aliado foi mais forte. Quando os americanos resolveram financiar a construção de uma siderúrgica no Brasil, antigo sonho de Vargas, não houve mais dúvidas. Ele cedeu território para a instalação de bases americanas no norte do país, cortou relações diplomáticas com a Alemanha e acabou declarando guerra aos países do Eixo.

Em represália, dezenas de navios mercantes, brasileiros e de outras nacionalidades, foram afundados em nossa costa, torpedeados por submarinos alemães. E assim o Brasil foi envolvido na “Batalha do Atlântico”, muito antes de mandar seus pracinhas da FEB para os campos de batalha italianos.

SUBMARINOS ALEMÃES X AVIÕES MARINER ALIADOS

Preocupado com a rota que os navios mercantes faziam na costa da América do Sul, transportando mantimentos e produtos para fabricação de armas bélicas. Hitler chamou seu homem de confiança, Almirante Karl Dönitz, e lhe deu a incumbência de atacar, com submarinos, as embarcações consideradas inimigas na costa brasileira. Ressalvou, porém, que nenhum ataque seria feito nas costas da Argentina e Chile, países considerados neutros e, por isso, amigos.
Muitos submarinos, conhecidos como U-Boats, foram então deslocados para o Atlântico. Não só alemães, mas também italianos. As costas do Brasil passaram a ser invadidas por missões nazistas dos U-Boats 128, 161, 164, 199, 507, 513, 590, 591, 598, 662 e também pelo italiano Arquimede.

Dois deles, em especial, incumbiram-se de aterrorizar os mares do sul do Brasil: o U-199 e o U-513, este último presença constante na costa catarinense.

A missão dos alemães era extremante fácil de ser realizada. A imensidão da nossa costa dava tranqüilidade aos submarinos, que emergiam em locais estratégicos para se abastecer de água potável.. Conta-se que o U-513 tinha um destes pontos de abastecimento na Ilha de Santa Catarina, na Praia de Armação, onde havia sido instalada, em 1939, uma estranha “fábrica” de óleo de baleia por um cidadão estrangeiro mais estranho ainda.
Já o abastecimento de combustível dos anfíbios era feito por submarinos apoiadores, que ficavam em alerta entre as costas brasileira e européia.

Não demorou para que os norte americanosb viessem nos auxiliar no patrulhamento do Atlântico, o que foi feito pela marinha de guerra americana e por aviões.

UM SUBMARINO NA COSTA CATARINENSE

O submarino U-513 era comandado por Friedrich Guggenberger, nascido em Munique, que assumira o comando da embarcação em maio de 1943. Guggenberger tinha apenas 29 anos e sua tripulação, de 53 membros, era bem mais jovem.
Na sua missão o U-513 foi afundando, torpedeando, causando terror no Atlântico Sul.
No dia 21 de junho de 1943 ele torpedeou o navio Veneza, de nacionalidade sueca.

Quatro dias depois atacou o Eagle, dos Estados Unidos, que não afundou mas ficou bastante avariado.

Prosseguindo na sua missão, o U-513 afundou, no dia 1º de julho de 1943, o navio mercante brasileiro “Tutóia”, de 1.125 toneladas, pertencente à Cia. de Navegação Lloyde Brasileiro.

O ataque aconteceu a apenas 6 milhas da costa, na Ponta da Juréia, Iguape, litoral paulista.
O Tutóia fazia a rota entre Paranaguá e Santos e transportava café, madeira, batatas, carne salgada e outros mantimentos. Dos 37 membros da tripulação, 7 morreram, entre eles o comandante Acácio de Araújo Faria. Os outros abandonaram o barco antes que afundasse, em duas baleeiras e uma balsa. No dia 3 de julho de 1943 o U-513 colheu mais um triunfo. Afundou o navio americano Elihu Washburne, de 7.176 toneladas. Depois foi a vez do Incomat, de nacionalidade inglesa e, finalmente, no dia 16 de julho, afundou na costa catarinense o Richard Caswell, navio de bandeira norte americana, de 7.177 toneladas.

Enquanto estas missões nazistas eram bem sucedidas no Atlântico Sul, porque os submarinos atacavam de surpresa e desapareciam rapidamente nas águas do mar, aconteceu um fato que iria mudar o rumo da história.

A SITUAÇÃO SE REVERTE

Os aliados possuíam um sistema para detectar a presença de submarinos submersos. Era o ASDIC – Allied Submarine Detection and Investigation Committee, ou Sonar, que captava a presença de um submersível através da freqüência de áudio. O “bip” que o caracterizava era o terror dos submarinos. Esta técnica, porém, era inútil contra os submarinos que disparassem torpedos da superfície. Por isto, seus comandantes receberam instruções para efetuar a imersão e atacar à tona d’água.
Em maio de 1943 o cientista britânico John Sayen anunciou a descoberta de um novo sistema de radar, o “radar centimétrico”, munido de ondas curtas e com tamanho compacto suficiente para ser instalado em aviões. Com ele, os aviadores podiam agora localizar o alvo, como no caso dos submarinos alemães, desde que “estivessem na superfície”. Agora, não havia escolha: submerso, o submarino era descoberto pelo sonar dos navios aliados. Na superfície, era o radar centimétrico dos aviões que o denunciava.

Localizado o submarino inimigo, e se este submergisse, o ataque era feito pelos aviões com cargas de profundidade, utilizando-se bombas em forma de latas de tinta, que explodiam com a pressão da água. Era o começo do fim dos submarinos alemães no Atlântico Sul.

O AFUNDAMENO DOS SUBMARINOS ALEMÃES

- Em 17 de maio de 1943 foi afundado o U-128, a 32 milhas da costa de Alagoas, por aviões Mariner americanos e pelos destróieres ingleses Moffet e Jovett.

- O temido U-199 foi atacado e afundado em 31 de julho de 1943 ao largo da Praia de Maricás – Rio de Janeiro, por um avião PBY Catalina A28 Hudson e por um avião 74P-7 Mariner.

- O U-590 recebeu carga mortal em 09 de julho de 1943, quando foi atacado por um avião Catalina PBY-3 – Esquadrão PV94, ao largo do litoral do Amapá. Em alto mar.

- Em 21 de julho de 1943 foi afundado o U-662, atacado por um avião Catalina VP 94, ao largo do litoral do Amapá.

- O U-598 não resistiu ao ataque de um avião UB-107 B12 e de 2 Mariners, 107-B6 e 107-B8, a 60 milhas do Cabo de São Roque, litoral do Rio Grande do Norte, em 23 de julho de 1943.

- Em 30 de julho de 1943 foi a vez do submarino U-591 ser afundado por um avião Ventura do Esquadrão VP-127, a 33 milhas do Recife. Em pouco tempo, todos haviam sido eliminados.

Mas quais teriam sido realmente destruídos ?

Um dos mais conhecidos artifícios dos capitães de submarinos era lançar destroços e óleo pelos tubos de torpedos, de modo a enganar os navios de patrulhamento, simulando assim seu afundamento. De alguns têm-se o registro de fotos e depoimentos de tripulantes que sobreviveram. Outros, podem ter mudado de rumo e abandonado o local, mesmo seriamente avariados. Porque nunca se localizou destroços de nenhum submarino afundado em nossa costa.

U-BOAT 513 É DESTRUIDO

Ele teve seu trágico fim no dia 19 de julho de 1943. Como vimos, 3 dias antes o U-513 havia afundado o navio Richard Caswell na costa catarinense.

Segundo alguns historiadores, o Comandante Guggenberger cometeu um erro naquele dia, ao conversar longamente pelo sistema de comunicações com o Comando de Submarinos na Alemanha, mais precisamente com Karl Dönitz. Ele pediu o envio de mais unidades para reforçar o trabalho na área e esta transmissão foi interceptada e a posição do U-513 foi determinada no litoral catarinense: 90 milhas da costa, ao norte da Ilha de Santa Catarina e próximo a São Francisco do Sul. Naquela manhã um avião Mariner realizava patrulha pela área em que o navio Richard Caswell havia sido torpedeado, nas proximidades de Florianópolis.

Durante o vôo foi feito um contato pelo radar e identificado, pelo binóculo, um submarino. Era o U-513 ! O avião atacou e o U-513 respondeu com fogo antiaéreo, disparado do canhão localizado no seu convés.O avião lançou 6 bombas. As explosões ergueram o submarino sobre a água, fazendo-o afundar de proa em menos de um minuto. Na superfície ficaram destroços, uma grande mancha de óleo e 20 sobreviventes debatendo-se no mar. Apenas 7 foram resgatados, entre eles o Comandante Guggenberger, que depois foi levado para os Estados Unidos para ser inquirido.

46 tripulantes morreram. Foi o fim do U-513, o submarino que infernizou a vida das embarcações nas costas do Brasil e de Santa Catarina durante a segunda guerra mundial.

COMANDANTE GUGGENBERGER E O SEU TRÁGICO FIM DE VIDA

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Com o afundamento do seu submarino, a carreira do comandante Friedrich Guggenberger (foto) não terminou. Pelo contrário, durou ainda muito tempo. Depois de ficar à deriva no mar, foi recolhido pelo navio norte americano US Barnegate. Ferido gravemente, foi levado aos Estados Unidos e durante vários meses permaneceu em um hospital, sendo transferido depois para o campo de “Papago Park”, perto de Phoenix, no Arizona. Em 23 de dezembro de 1944, ele e mais 24 tripulantes de U-Boats, incluindo Hans Werner Kraus, do U-199, escaparam.

Guggenberger foi recapturado em janeiro de 1945, quando já estava próximo à fronteira mexicana. Certamente pensava em abrigar-se no Paraguai ou Argentina, onde os nazistas encontravam guarida segura. Foi libertado pelos Estados Unidos em agosto de 1946.Tornou-se arquiteto e regressou à Marinha Alemã em 1956. Depois, graduou-se no Colégio Naval de Guerra de Newport, nos Estados Unidos. Durante quatro anos foi contra-almirante da NATO ( OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte), até que aposentou-se, em 1972. Em maio de 1988 Friedrich Guggenberger entrou em uma floresta, perto de sua casa na aldeia de Erlenbach am Main, na fronteira noroeste da Baviera. Era um passeio, mas o ex-comandante sumiu. Estava com 75 anos. Seu corpo só foi encontrado dois anos depois.

Até hoje, a morte de Guggenberger continua envolta em mistério. Mistério que cerca, também, a história dos submarinos alemães que navegavam pelas águas do Atlântico sul.

DEPOIMENTO PESSOAL DE QUEM NAVEGOU NESTAS ÁGUAS DURANTE A GUERRA:

FONTE  1 - FONTE  1

Vitoriano Cândido da Silva, hoje nos seus bem vividos 96 (2009) anos, sentiu na própria pele as emoções de navegar pelas águas do Atlântico, a bordo de um navio mercante brasileiro, enfrentando os perigos de ser torpedeado por um submarino alemão.

Mais conhecido em Blumenau como Tesoura Júnior, pseudônimo que o imortalizou na crônica esportiva do rádio blumenauense, Tesoura, lúcido e com a mesma voz firme que muitos conheceram no rádio, descreveu para mim aqueles momentos de suspense vividos durante a segunda guerra mundial. Vitoriano morava naquela época na cidade catarinense de São Francisco do Sul. Depois viria residir em Blumenau, onde se encontra até hoje. Um amigo seu, membro da tripulação do navio mercante “Comandante Pessoa”, adoeceu. O ano era 1943.

Perto de completar 30 anos de idade, disposto a vivenciar aventuras e conhecer um pouco do mundo, ele assumiu o lugar do amigo na tripulação. Partindo de São Francisco, o “Comandante Pessoa” tinha escala em Santos e destino final na África do Sul, onde entregaria sua carga.

Vitoriano lembra que o navio seguiu em comboio, escoltado por belonaves de guerra.

Nas águas territoriais do Brasil a escolta foi feita por um navio brasileiro. Quando o comboio entrou em águas internacionais, a missão de proetegê-lo foi assumida por navios de guerra ingleses e norte americanos. Para ocultar-se dos prováveis ataques dos submarinos alemães, à noite não era permitido acender luzes nos navios. Vitoriano conta que apenas era permitida uma pequena iluminação, para enxergar a bússola. Enquanto isto, os navios argentinos, considerados amigos pelos nazistas, navegavam tranquilamente, com todas as luzes acesas.

Felizmente a viagem do “Comandante Pessoa” e dos demais integrantes do comboio, transcorreu sem maiores incidentes. Mas a recordação traz à lembrança de Tesoura o suspense que cada tripulante vivia, dia após dia, hora após hora.

Na África do Sul o navio aportou em Durban e Cape Town, descarregando sua carga.

O retorno não foi tão tenso, porque a caça aos navios, pelos alemães era centrada nos que navegavam em direção à África e à Europa, pois estariam transportando equipamentos e alimentos para os aliados enfrentarem as forças do Eixo na guerra. Ouvir um depoimento como este, de quem vivenciou esta história, e repassá-la aos leitores, é tarefa deveras gratificante.

Depois da nossa conversa fiz algumas pesquisas, inclusive na internet, sobre o navio Comandante Pessoa e fiquei sabendo que a intrépida embarcação teve um fim melancólico.

Construído nos anos 10, o navio foi lançado ao mar em 1919 nos Estados Unidos com o nome de Cliffwood. Depois, mudou de dono e de nome; foi rebatizado Mormacsea. Em 1939 foi adquirido pelo governo brasileiro, que o vendeu, em 1940, à companhia de navegação Lloyde Brasileiro, quando passou a ser o “Comandante Pessoa”.. Não obstante ter enfrentado tantos perigos nos conturbados anos da segunda guerra mundial, acabou afundando em 1954.

No dia 4 de maio de 1954, o vapor vinha de Areia Branca, Rio Grande do Norte, com um carregamento de sal para Recife. Nessa viagem, chocou-se com um arrecife ao largo do Cabo de São Roque, encalhando. Sua tripulação foi resgatada por outros navios e na operação de rebocá-lo, acabou afundando.

EM BUSCA DO SUBMARINO U-513

Uboatflotilha2 - Uboatflotilha2

Em que ponto do litoral catarinense foi bombardeado e afundado o submarino alemão U-513, em 19 de julho de 1943, em plena segunda guerra mundial?

Em nossas pesquisas, chegamos à informação de que o navegador Vilfredo Schürmann já iniciou as operações que visam localizar em alto mar o submarino que atacava os navios mercantes dos países aliados na costa de Santa Catarina. No dia 26 de junho deste ano, o veleiro “Aysso”, da Família Schürmann, deixou o Iate Clube Veleiros da Ilha, em Florianópolis, para dar início às operações.

Segundo o navegador, o local do afundamento está situado a cento e quarenta milhas no través da Ilha do Arvoredo. O arquipélago do Arvoredo, ao qual pertence a ilha que lhe dá nome e mais as ilhas Deserta, Galés e Calhau de São Pedro, situa-se ao norte da Ilha de Santa Catarina. Fica a uma distância de 11 quilômetros do litoral.

No site “Naufrágios do Brasil”, a informação da localização do submarino na hora do afundamento é a seguinte:
“Localização: ao largo de Florianópolis.
Latitude: 27º 17’ S.
Longitude: 47º 32’ W. “

A equipe de Vilfredo já está a postos para produzir um filme-documentário sobre as buscas. Dela, fazem parte arqueólogos de renomado saber. A direção do filme é de David Schürmann. Wilhelm Schürmann está encarregado das operações de um sonar de varredura lateral, adquirido nos Estados Unidos, que mapeia com precisão uma faixa de até 600 metros de largura no fundo do mar. Para levar às telas toda a grandeza desta exploração submarina, Vilfredo adquiriu os direitos de filmagem de 2 livros do historiador Telmo Fortes, ambos versando sobre o Submarino U-513: “A Última Viagem do Lobo Cinzento” e “O Tesouro Hebreu”.

Texto Carlos Braga Mueller/Jornalista e escritor
Arquivo: Adalberto Day
Artigo original: http://adalbertoday.blogspot.com

HITLER E A BOMBA ATÔMICA

26 de Novembro de 2009 @ 11:07 por admin

Já se especulou bastante sobre quais teriam sido as famosas armas secretas com as quais a Alemanha esperava virar o jogo nos estertores da guerra. Naturalmente a bomba nuclear ou bomba atômica não deixa de estar entre as considerações. Há um relato que pode ser considerado fidedigno e que encontramos no livro Meine Kommandounternehmen ( Minhas Ações de Comando), editora Limes, Wiesbaden-Munique, 1993 de Otto Skorzeny (1908 – 1975). Skorzeny destacou-se principalmente por ter comandado a ação de resgate do Duce Mussolini em 1943.

Diz ele que futuros historiadores acharão estranho o fato de não ter a Alemanha usado a arma, apesar dispor dos meios e da ciência para produzi-la desde 1938. Neste ano os professores Otto Hahn e Strassmann comprovaram quimicamente a fissão nuclear. O primeiro recebeu o Prêmio Nobel em 1944 pela descoberta do núcleo pesado. Ele trabalhava no Instituto Kaiser Wilhelm em Berlim com uma série de pesquisadores de primeira ordem incluindo o Prof. Werner Heisenberg. Este tinha como assistente Carl Friedrich v.Weizsäcker, que era filho de um dos integrantes do grupo de revoltosos que pretendeu dar o golpe contra Hitler em 20 de julho. Segundo Skorzeny havia mais um instituto científico, sob orientação do Físico Manfred v.Ardenne, que trabalhava nestas pesquisas.

Como não poderia deixar de ser Hitler se interessou vivamente pela matéria e no outono de 1942 teve longa conversa a respeito com o Dr.Todt, ministro do armamento. Entretanto, nunca se afastou da opinião de que usar a energia atômica para fins bélicos significaria acabar com a humanidade.

skorzeny - skorzeny

Skorzeny relata uma conversa pessoal que teve com Hitler em outubro de 1944. Ele próprio tocara no assunto em função de um bombardeio britânico havido contra uma fábrica de água pesada na Noruega, ao que Hitler comenta: “Sabe, senhor Scorzeny, que se a fissão nuclear e ainda mais a radioatividade fossem usadas como arma, isto significaria o fim do nosso planeta? As consequências seriam horriveis. (…) Sem dúvida! Mesmo que a radioatividade seja controlada e a fissão do átomo for a arma, também neste caso o efeito seria devastador.

Quando Dr.Todt esteve aqui, eu li que um aparelho desta natureza, com radioatividade controlada, liberaria uma energia que provocaria uma destruição só comparável àquela ocasionada por meteoros que cairam no Arizona e na Sibéria próximo ao Lago de Baical. Isto quer dizer que todo tipo de vida, não só humana, mas também animal e vegetal, seria extinto por centena de anos num raio de 40 km. Seria o apocalipse. E como guardar um segredo destes? Impossível! Não! Nenhum país, nenhum grupo humano civilizado poderia assumir conscientemente tamanha responsabilidade. De ataque a contra-ataque a humanidade necessariamente se exterminaria. Alguns agrupamentos populacionais no Amazonas e nas florestas de Sumatra teriam alguma chance de sobreviver.” Estas, segundo Skorzeni, as palavras de uma homem, cuja memória vem sendo vilipendiada sob acusação de ter sido o responsável pelos mais horrendo crimes contra a humanidade.

Mas esta questão do domínio da fissão nuclear também pode ter sido motivo para que as forças do mundo todo fossem moblizadas contra um pequeno país. Ditadura, liberdade, racismo e outros “ismos” foram só pretextos.

Fonte: Blog do Toedter

Descoberta de um arquivo secreto francês sobre Hitler

20 de Novembro de 2009 @ 13:23 por admin

hitler jacob - hitler jacob

Como o jornal francês “Le Monde” mostrou na última sexta-feira, foi encontrado nos arquivos franceses um até então desconhecido dossiê do serviço secreto sobre o jovem Adolf Hitler.

A ficha do serviço secreto francês contém dados sobre Hitler que não são tão exatos. O local de nascimento é indicado como “Passau”, no ano de “1880”. Na verdade deveria ser “Braunau am Inn” e “1889”. A foto está correta.

Interessante é que seu prenome está indicado como “Adolphe, Jacob” e é descrito como o “Mussolini alemão”. Além disso, pode-se ler que Hitler não seria “nenhum imbecil (…) um demagogo bastante habilidoso.” Ele também pertenceria à organização “Sturmtruppen”.

Funcionários do arquivo nacional francês descobriram o arquivo há muito tempo. Nos registros de 1924, o futuro ditador recebeu a profissão de “jornalista”.

Quando e como este pedaço de papel no formato A5 foi parar nos armários de aço do arquivo nacional, onde importantes documentos franceses como o testamento de Napoleão Bonaparte e os diversos textos constitucionais das diferentes épocas estão guardados, não está claro segundo o artigo.

A diretora do arquivo, Isabelle Neuschwander, declarou ao “Le Monde” que primeiramente o arquivo deve ser classificado, onde ele pertence: no arquivo que contém cerca de 6.600 caixas de inúmeros documentos da história alemã e das relações franco-alemãs entre as duas guerras mundiais.

Fonte: Inacreditavel / Alles Schall und Rauch

texto Original Le Mond:
http://www.lemonde.fr/europe/article/2009/11/19/adolf-hitler-genre-fasciste_1269349_3214.html

1942: Tropas alemãs ocupam o sul da França

11 de Novembro de 2009 @ 12:43 por admin

No dia 11 de novembro de 1942, as tropas alemãs e italianas ultrapassaram a linha de demarcação das regiões de paz e invadiram a parte ainda não ocupada do território francês, quebrando o armistício de 1940. Um dia antes, Hitler havia em vão convidado a França a lutar contra ingleses e norte-americanos.

Depois de derrotar a Polônia, Hitler fez uma proposta de paz à Inglaterra e à França, durante um discurso na sede do governo alemão, a 6 de outubro de 1939. O acordo deveria considerar as conquistas já alcançadas pelo regime nazista. As duas potências ocidentais, que ao aceitar a oferta estariam abdicando de qualquer influência na constelação das relações de poder na Europa, rejeitaram a proposta. Até então, Inglaterra e França não haviam participado da guerra de maneira ativa.

Com arsenal insuficiente e sem a menor vontade de entrar no conflito, a França esquivava-se da guerra mantendo-se dentro dos limites da Linha Maginot, uma imensa linha de fortificações e trincheiras, construída em 1930, próxima à fronteira alemã. Os franceses resumiam a sua participação bélica a vôos ocasionais de reconhecimento sobre o vizinho território alemão. Grande parte do continente europeu já se encontrava ocupado pelas tropas alemãs.

Diferença entre adversário e inimigo

As relações entre Alemanha e Rússia haviam se estremecido após a divisão da Polônia e a anexação dos países bálticos. Cresciam as discórdias entre os dois países em relação à demarcação das áreas de interesse de cada um. Com a operação militar Barbarossa, a União Soviética tornou-se o novo alvo de ataque dos alemães. Hans-Günter Stark, comandante da 91ª Divisão, explica a diferença entre os conceitos “inimigo” e “adversário” na Alemanha de Hitler: “Ingleses e franceses eram adversários. Nós não os víamos como inimigos. Já os russos, os soviéticos, eram inimigos cerrados e ideológicos”.

No dia 8 de novembro de 1942, Hitler discursou para os “velhos combatentes” na cervejaria Löwenbräukeller, de Munique, em memória ao fracassado golpe de 1923. Hitler mostrava-se completamente convencido da teoria de conspiração que teria envolvido a situação.

Dois dias depois, Hitler encontrou-se com o primeiro-ministro francês Laval. O Führer o convidara a Munique, com o propósito de sondar se o governo francês de Vichy estaria disposto a lutar ao lado dos alemães, contra ingleses e americanos. A tentativa foi vã. A França não estava disposta. Um dia depois, a 11 de novembro de 1942, as tropas alemãs e italianas ultrapassaram a linha de demarcação das regiões de paz e invadiram a parte ainda não ocupada do território francês.

Os franceses reagiram com veemência. Embora o marechal Pétain tentasse atenuar os efeitos da ocupação, através de concessões, os impulsos de resistência vieram rapidamente à tona em todo o país. Os patriotas franceses fundaram o maquis, o exército da Resistência, que se mantinha escondido em regiões intransitáveis, para dali empreender ataques armados contra o regime nazista alemão.

O Reino Unido mostrou disposição de ajudar, fornecendo armas e munições às milícias francesas. A Resistência foi tão bem organizada e bem-sucedida que muitos povoados e áreas do país puderam ser libertados da ocupação alemã.

Mussolini foi espião dos serviços secretos ingleses

20 de Outubro de 2009 @ 12:09 por admin

mussulini - mussulini

O ditador italiano Benito Mussolini trabalhou para os serviços secretos ingleses antes de ter fundado o regime fascista, revelou o diário britânico ‘Guardian’.

Peter Martland, um historiador de Cambridge, descobriu nos arquivos britânicos documentos que provam que em 1917 Mussolini foi pago pelo MI5, os serviços secretos de Londres, para escrever artigos a favor da continuação da Itália na I Guerra Mundial ao lado dos aliados e atacar manifestantes pacifistas.

Mussolini editava o jornal ‘Il Popolo d’ Italia’ e controlava grupos de antigos veteranos do exército, que atacavam manifestações contra a presença italiana na guerra em Milão.

“Mussolini recebeu uma soma de cem libras por semana a partir do Outono de 1917 durante pelo menos um ano para manter a campanha pró-guerra – uma verba equivalente a seis mil libras hoje (cerca de 6.400 euros)”, disse o historiador ao diário britânico.

Em 1954 o caso já tinha sido mencionado por Sir Samuel Hoare, o agente do MI5 que recrutou Mussolini, mas esta é a primeira vez que são encontradas provas documentais.

Fonte: http://www.correiomanha.pt

1939: Soviéticos invadem a Polônia

17 de Setembro de 2009 @ 14:32 por admin

A Alemanha cumpria assim a sua parte no acordo secreto que complementou o Pacto de Não-Agressão firmado entre Adolf Hitler e Joseph Stalin no dia 23 de agosto de 1939. O acordo complementar, que só ficou conhecido muito mais tarde, previa a divisão da Polônia entre a Alemanha e a União Soviética, em caso de uma reorganização política e territorial da Europa Ocidental depois da guerra. Enquanto a Finlândia, Estônia, Letônia e Bessarábia (atual Moldávia) ficariam sob jugo soviético, a atual Gdansk passaria à Alemanha.

germans and soviets - germans and soviets

Os alemães haviam invadido a Polônia no dia 1º de setembro, num fulminante ataque militar que ficou conhecido no mundo pela expressão blitzkrieg (guerra relâmpago). Usando o argumento de que precisava proteger suas fronteiras, a União Soviética atacou pelo lado oriental.

Uma partilha desigual

Ao marcharem sobre a Polônia, a 17 de setembro, as tropas de Stalin encontraram pouca resistência, pois os alemães haviam destroçado grande parte das Forças Armadas polonesas.

A Alemanha acabou se apossando das ricas regiões industriais na parte ocidental do país, e a União Soviética ficou com o terço restante dos territórios, na parte oriental. A divisão desigual não incomodou o líder soviético, pois contava com o apoio alemão nos ataques à Finlândia e aos países bálticos (embora a Alemanha também demonstrasse interesse pela cidade de Vilnius, na Lituânia).

As alianças com os regimes totalitários, em Roma e em Moscou, além do sucesso da campanha polonesa, incentivaram Berlim a avançar, mas desta vez sobre a Europa Ocidental. Já a aliança entre Hitler e Stalin acabou de forma definitiva em 22 de junho de 1941, quando o Exército alemão invadiu a União Soviética.

CAFAJESTES INGLÓRIOS

15 de Setembro de 2009 @ 14:14 por admin

Vem aí mais um sucesso de bilheteria para atestar a inclemente e interminável agonia de um povo. Quentin Tarantino, responsável por roteiro e direção, já tem ficha de bem sucedido com filmes de violência e agora parece que vai superar a si mesmo com Inglourious Basterds (o “e” é proposital). Deverá estrear em outubro nos nossos cinemas. É mais uma produção que se insere nesta classe que já constitui um gênero próprio como era o caso dos westerns de ontem. No lugar do índio pele-vermelha entrou o alemão/nazista, um como o outro extermináveis.

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O filme começa com Brad Pitt no papel do tenente Aldo Raine convocando oito voluntários, para com ele saltarem de paraquedas sobre a França ocupada. “Temos um só objetivo: matar nazistas. Seremos cruéis. Os rastros das nossas atrocidades serão encontrados nos corpos destripados, esquartejados e desfigurados que deixaremos para trás. Nazistas não merecem tratamento humano! Devem ser extintos. Cada um de vocês me deve cem escalpos nazistas.” Temos aí, como falei, a lembrança do pele-vermelha, assim como no roteiro nazista e alemão são sinônimos.

O filme já entrou em cartaz nos Estados Unidos e a propaganda é ilustrada por um taco de baseball ensanguentado no qual está pendurado um capacete alemão. O porrete é acessório do “Urso-Judeu”, um temido e sádico matador, membro da equipe. Em uma das cenas um oficial alemão prisioneiro dos Basterds se nega a dar informações. Então o comandante Brad Pitt chama o “Urso-Judeu” e diz: “Temos aqui um alemão que deseja morrer pela pátria. Preste-lhe o favor.” Sob gargalhadas dos Basterds o porrete é acionado.

Os killers de Tarantino não apenas matam nazistas, mas buscam uma total aniquilação de suas vítimas. Destroem seus documentos, arrancam seus escalpos, o ouro dos seus dentes e lhes tirando as botas, arrebatam sua dignidade.

O filme já garantiu a Tarantino uma indicação à Palma de Ouro em Cannes. Há quem aposte que o filme renda mais indicações, inclusive ao Oscar. Um sumário publicado na internet diz que é “Um prato cheio para quem gosta de assistir a cenas de tortura, diálogos inteligentes e violência psicológica”. Tal comentário me conduz a uma interrogação, no meu modo de entender, pertinente: Quem GOSTA, sente prazer, satisfação, contentamento, deleite. Em outras palavras, se identifica. Assim mesmo tais produções conseguem encher as salas de cinema. Será que, além de tudo, estamos nos tornando um mundo regido pelo sadismo dos psicopatas?

Outro fato estarrecedor. Este filme foi co-financiado pelo “Fundo Alemão de Fomento ao Cinema” (Deutscher Filmförderfonds) com 6,8 milhões de Euros. Isto só pode estar acontecendo a um povo ao qual está se subtraindo a identidade e até a própria alma.

Texto Original: Blog do Toedter - Autor do Livro - “… e guerra continua”
http://2a.guerra.zip.net, ensaio nr. 26.

Arapuca de guerra -

10 de Setembro de 2009 @ 12:37 por admin

(relato de um oficial alemão - Fronte Oriental - Rússia)

“A aldeia estava muito bem fortificada e muitos tanques haviam sido postados entre as casas, para servir como casamatas. Os carros blindados eram difíceis de descobrir e eliminar. Nosso primeiro ataque havia fracassado ao enfrentar o fogo dos tanques, embora nossas perdas tenham sido reduzidas, pois nossas tropas, veteranas, ante o perigo, haviam sabido retirar-se a tempo.

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Para desfechar o segundo ataque, era necessário fazer os tanques saírem - a maioria dos quais estava entrincheirada na parte sul da aldeia - de suas posições protegidas. Com o fim de conseguir isto, o fogo de toda nossa artilharia foi concentrado no setor nordeste da aldeia, e um ataque simulado foi efetuado nesse setor por carros blindados e veículos semilagartas, acobertados por uma cortina de fumaça.

Então, inesperadamente, o fogo da artilharia foi orientado sobre o setor sul da aldeia e concentrado, maciçamente, sobre o ponto pelo qual nos propúnhamos irromper. Apenas uma bateria continuava apoiando, com bombas de efeito moral, o ataque simulado. Enquanto os projéteis estavam ainda caindo sobre as posições inimigas, os tanques do 15° Regimento Panzer se lançaram sobre a aldeia e superaram, de sul a norte, a defesa russa. Os tanques russos que haviam deixado os seus abrigos, deslocando-se para o setor norte da aldeia, foram atacados pela retaguarda, pelos nossos Panzer e destruídos depois de encarniçada luta.

A infantaria russa abandonou a localidade e se retirou desordenadamente, seguida pelos nossos atiradores motociclistas. Vinte tanques russos foram destruídos na ação e 600 soldados ficaram mortos os feridos”.

1945: Capitulação do Japão na Segunda Guerra Mundial

2 de Setembro de 2009 @ 11:37 por admin

Em 2 de setembro de 1945, o Japão assinou a declaração de capitulação da Segunda Guerra Mundial. Pouco antes, a Força Aérea dos Estados Unidos havia arrasado as cidades de Hiroshima e Nagasaki com bombas nucleares.

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Unidade japonesa entragando-se para soldados americanos na região de Onomichi, Honshu, Japão em setembro de 1945

“…o inimigo começou a empregar uma nova e aterrorizante bomba, capaz de matar muitas pessoas inocentes e cujo poder de destruição é incalculável. Se continuássemos a lutar, isto significaria não apenas o fim da nação japonesa, como também levaria ao extermínio completo da civilização humana…”

Estas foram as palavras do imperador Hirohito, pronunciadas alguns dias após o lançamento das bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki. No dia 2 de setembro de 1945, o império japonês capitulou. “Nós ganhamos o jogo”, comentou Harry S. Truman, então presidente norte-americano, o lançamento das bombas, logo após a assinatura da rendição japonesa, efetuada no navio de guerra USS Missouri.

Até então, o império japonês se impunha com uma estratégia agressiva: em 1937, tomara a China. Num ataque-surpresa, em 7 de dezembro de 1941, destruiu a esquadra norte-americana ancorada na base naval de Pearl Harbor, no Havaí.

Meio ano depois, o Japão ocupou o Sudeste da Ásia e a maior parte do Pacífico Ocidental, um enorme território que chegava até a fronteira da Índia e à Austrália. Tais façanhas foram possíveis graças ao acordo de 1939, que criou o “eixo” Alemanha-Itália-Japão, e ao pacto de não-agressão com a União Soviética.

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Fanatismo, apesar da derrota

A virada militar a favor dos Aliados ocorreu quando os americanos venceram as batalhas navais de Midway e do Mar de Coral, em 1942. O resultado foi a perda da supremacia aérea e marítima do Japão na região. Apesar da evidente derrota, os mais fanáticos teimavam em continuar resistindo, à medida que os aliados se aproximavam da ilha.
O lançamento das bombas nucleares sobre Hiroshima e Nagasaki, em agosto de 1945, e a declaração de guerra da Rússia contra o Japão levaram o imperador Hirohito a exigir de seu governo o fim incondicional da guerra, apesar da resistência de outros dirigentes políticos e militares.

Até hoje se questiona a real necessidade de empregar bombas atômicas já no final da guerra. Muitos norte-americanos ainda acreditam que seu lançamento foi necessário, para obrigar a rendição japonesa e evitar a morte de milhares de soldados de seu país.

Entretanto, o historiador e ex-funcionário do Departamento de Estado norte-americano Gar Alperovitz é de outra opinião: “Acho que o presidente conhecia outras possibilidades de acabar com a guerra até mais rapidamente. Na verdade, é preciso dizer: quando lançou a bomba, o presidente muito provavelmente sacrificou também a vida de americanos”. Apesar da rendição, ainda levou um bom tempo até os japoneses se distanciarem de sua política expansionista.

fonte DW.DE