Espiã nazista provocou derrota aliada em Narvik em 1940, diz documento

27 de Agosto de 2010 @ 13:02 por admin

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KMS Blücher - Arde em chamas antes de afundar

Uma ex-bailarina russa que se transformou em espiã nazista foi o estopim do fracasso da contraofensiva militar lançada por forças franco-britânicas na Noruega em abril de 1940, segundo documentos confidenciais revelados ao público nesta quinta-feira pelo MI5, o serviço secreto britânico.

Marina Lee teve acesso aos planos de ataque no quartel-general das forças aliadas que libertariam o país escandinavo, invadido pelo exército alemão em 9 de abril de 1940. Ela passou os documentos aos alemães, e estes foram capazes de repelir o avanço inimigo, conforme relatam os documentos desclassificados enviados para o arquivo nacional britânico.

Procurada pelo MI5 durante anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial, Lee nunca foi encontrada - e as acusações contra ela jamais puderam ser confirmadas, de acordo com os documentos.

A responsabilidade da ex-bailarina na derrota aliada foi estabelecida quase dois anos depois do incidente, graças às confissões de um agente alemão chamado Von Finckenstein a outro espião alemão arrependido, Gerth Van Wijk, ambos presos em um centro de interrogatórios em Londres.

Em janeiro de 1942, Von Finckenstein explicou que o serviço secreto alemão havia infiltrado uma mulher no círculo social do general inglês Claude Auchinleck, encarregado de lançar a contraofensiva naval na Noruega.

Ela conseguiu os planos da campanha aliada, e os transmitiu ao comandante alemão do porto de Narvik, general Eduard Dietl, que pôde então reorganizar suas defesas e vencer Auchinleck.

Além disso, Finckenstein revelou que Marina Lee era casada, nasceu na Rússia com o nome de Marina Alexievna. Bailarina em seu país, imigrou para Oslo, onde dirigia uma escola de dança.

As declarações de Finckenstein foram corroboradas em novembro de 1942 por outro espião alemão capturado, K. C. Hansen.

Hitler, um fugitivo na Argentina depois da guerra?

17 de Agosto de 2010 @ 14:41 por admin

A Argentina pode ter sido o destino de Adolf Hitler depois que Berlim caiu em poder dos russos em abril de 1945. É o que diz a pesquisa de um jornalista de Buenos Aires que tenta recriar a vida do ditador nazista no pós-Segunda Guerra Mundial

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O destino de Adolf Hitler em meados de 1945, quando a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) chegava ao seu fim, continua sendo um dos mistérios da história contemporânea. Muitos pesquisadores consideram que o suicídio do líder nazista foi “uma magnífica fraude” planejada detalhadamente.

A versão oficial diz que Hitler desistiu de fugir de Berlim apesar das sugestões de seus mais leais colaboradores e se suicidou em 30 de abril de 1945 com um tiro junto com sua amante, Eva Braun, no gigantesco bunker que os alemães construíram sob o edifício da Chancelaria, a mais de dez metros de profundidade.

Esta história, por décadas repetida como certa, se sustenta principalmente na reconstituição feita pelo major britânico Hugh Trevor-Roper, que em 1945, após a rendição da Alemanha e o iminente início do julgamento de Nuremberg, foi incumbido de investigar se o líder do Terceiro Reich realmente tinha morrido.

Os resultados dessa investigação foram reunidos em um relatório que os aliados rapidamente consideraram como “definitivo” e que foi baseado fundamentalmente em depoimentos que Trevor-Roper recolheu entre os nazistas que acompanharam Hitler no que teriam sido suas últimas horas de vida.

O jornalista Abel Basti, de 53 anos, há décadas tenta reconstruir as andanças dos nazistas na Argentina. Ele é um dos pesquisadores que creem que a versão de Trevor-Roper foi criada para dar um salvo-conduto ao chanceler alemão, visto no mapa geopolítico da época como um ator essencial na luta contra o comunismo no pós-guerra.

Basti está convencido de que Hitler fugiu da Alemanha graças a um pacto secreto entre Washington e Berlim, negociado pelas costas dos russos, que contemplava um plano de evacuação de hierarcas nazistas, tecnologia, documentos e divisas.

Para o jornalista, que vive na cidade de Bariloche, para onde dezenas de nazistas fugiram depois da Segunda Guerra Mundial, o ‘führer’ fugiu “sob um escudo protetor de setores de poder anglo-norte-americanos, os mesmos que o tinham financiado para que, de humilde pintor, chegasse a ser chanceler da Alemanha”.

Em seu último livro, “El Exilio de Hitler” (”O Exílio de Hitler”), Abel Basti repassa minuciosamente o documento de Trevor-Roper e detalha como o líder do nazismo conseguiu fugir entre os escombros de uma Berlim a ponto de ser tomada pelo Exército Vermelho, que avançava arrasador a partir do leste.

Segundo a pesquisa do jornalista argentino, um dublê de Hitler, sedado e controlado permanentemente por um médico, chegou ao bunker no entardecer de 22 de abril de 1945.

Nesse dia, o verdadeiro Hitler e uma comitiva formada por oito pessoas, entre elas Eva Braun, voaram de helicóptero para o aeroporto austríaco de Hörsching, próximo à cidade de Linz.

Os alemães permaneceram quatro dias na Áustria. Em 26 de abril, foram de avião para Barcelona. Para sustentar esta hipótese, na contracapa de seu livro e em seu site “www.hitlerargentina.com.ar”, Basti publica um documento secreto no qual Hitler aparece como o primeiro nome de uma lista de passageiros que viajaram para a Espanha em uma aeronave pilotada por Werner Baumbach, morto na Argentina em 1953.

Sempre de acordo com a pesquisa de Basti, um comboio de submarinos nazistas partiu dias depois da Espanha rumo ao sul da Argentina, com o conhecimento da Igreja Católica e dos Estados Unidos.

Para Basti, Hitler e Eva Braun estavam em um desses submarinos e o casal teria desembarcado entre julho e agosto de 1945 na remota Patagônia argentina.

“É indubitável que Juan Domingo Perón abriu generosamente as portas aos nazistas e os protegeu, mas essa atitude não se limitou a seu Governo. Foi uma política de Estado até 1983″, afirma Sergio Widder, representante para a América Latina do Centro Simon Wiesenthal.

De acordo com esta organização de defesa dos direitos humanos, cerca de 300 criminosos de guerra e milhares de colaboracionistas do Terceiro Reich chegaram à Argentina após a Segunda Guerra Mundial.

Este número supera largamente o de 180 criminosos calculado pela Comissão de Esclarecimento das Atividades do Nazismo na Argentina (Ceana), que fez uma investigação entre 1997 e 2005, depois que o Governo do ex-presidente argentino Carlos Menem permitiu a abertura dos arquivos oficiais.

No segundo de seus três livros, “Hitler en Argentina” (”Hitler na Argentina”), Basti arma o quebra-cabeças do roteiro do ‘führer’ no país e identifica duas residências: uma estadia próxima a Bariloche e uma mansão em Villa La Angostura que pertencia a um homem de confiança de Perón, situada às margens do lago Nahuel Huapi.

Nesta obra, o jornalista dedica um capítulo especial à província de Córdoba, na região central da Argentina, onde vivia o casal Walter e Ida Eichhorn, os principais financiadores de Hitler na América do Sul e que teriam recebido várias vezes o líder nazista, o qual chamavam de “primo”, depois do fim da Segunda Guerra Mundial.

Basti não tem dúvidas de que a fuga de Hitler foi bem-sucedida e até se atreve a teorizar que o alemão, diante da evidência de uma Berlim em ruínas, planejou sua fuga convencido de que era necessário que o mundo o encontrasse morto porque a quebra da coalizão antinazista somente aconteceria quando ele desaparecesse de cena.

“Um Hitler fugitivo implicaria acusações de encobrimento a poderosos setores ocidentais. Pelo contrário, um Hitler que cometeu suicídio permitiria lavar a honra dos alemães e lhe garantiria impunidade absoluta, a impossibilidade de ser julgado em Nuremberg e a possibilidade de ressurgir algum dia das cinzas como líder de uma nova coalizão anticomunista”, acrescenta.

Divulgadas imagens de documentos do massacre de Katyin

29 de Abril de 2010 @ 18:41 por admin

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As imagens dos documentos secretos que detalham a decisão do governo soviético de assassinar 22 mil oficiais poloneses em Katyn, em 1940, foram divulgadas nesta quinta-feira pelas agências internacionais. A decisão de divulgar os documentos foi tomada ontem pelo presidente russo Dmitri Medvedev em um gesto de solidariedade em relação à Polônia, que recentemente foi abalada pela morte do presidente Lech Kaczynski.

Os documentos mostram como o líder Joseph Stálin aprovou o massacre comandado por Lavrenty Beria, seu homem de confiança dentro da polícia secreta, durante a Segunda Guerra Mundial.

O documento principal tem quatro páginas e foi enviado a Stálin por Beria, chefe da NKVD, precessora da KGB. Nele, o oficial expõe sua proposta de “rapidamente examinar o uso dos meios mais duros de punição - a morte a tiros”. A assinatura de Stálin e um carimbo de “top secret” ilustram a primeira página. A iniciativa, diz o jornal britânico Times, é mais uma tentativa de Moscou de resolver as polêmicas com Varsóvia em relação a Katyn. No entanto, mais de 100 volumes relacionados à investigação ainda seguem restritos.

Os documentos divulgados hoje são cópias eletrônicas. No site http://rusarchives.ru/publication/katyn/spisok.shtml (o endereço está indisponível) é possível encontrar sete documentos da chamada “pasta para guardar papéis especiais Nº1″, como era chamado o arquivo máximo da chefia soviética. O documento principal, com data de 5 de março de 1940 e com um sinal verde de Stálin e outros membros da cúpula soviética, acrescenta que estes casos devem ser vistos “sem pedir o comparecimento dos detidos e sem apresentação de acusações”.

Os russos ainda não reconheceram oficialmente o crime cometido em Katyn como um massacre. Primeiro, o regime soviético atribuiu as mortes aos nazistas. Depois da queda do comunismo, Mikhail Gorbachev e Boris Yeltsin abriram os arquivos do caso e a Rússia assumiu a responsabilidade. Mas ainda há um impasse sobre a “descrição legal do crime”. Putin, ao assumir o poder, endureceu novamente a posição de Moscou. O premiê chegou a dizer que se tratava de um “crime político”. Em 2008, jornais russos chegaram a atribuir o crime mais uma vez à Alemanha de Hitler.

No entanto, nos últimos tempos a Rússia vem tentando dar alguns passos para confrontar seu passado. Isso se acelerou depois do acidente que matou o presidente Lech Kaczynski e outras 95 pessoas a caminho de uma cerimônia de homenagem aos mortos em Katyn, mas algumas iniciativas já haviam sido tomadas. A própria cerimônia que participaria Kaczynski era uma. Outra foi a exibição do filme Katyn, do diretor polonês Andrzej Wajdas, pela primeira vez na televisão russa. Além disso, Medvedev participou pessoalmente o funeral do presidente, onde recebeu o pedido do cardeal Stanislaw Dziwisz para resolver a dificuldade história dos dois países.

Fonte: Site Terra

Franceses em ação: A Divisão SS Charlemagne

23 de Dezembro de 2009 @ 12:00 por admin

Formada em 1944, entre outros, com os soldados remanescentes da Légion des Volontaires Français contre le Bolchévisme (Legião dos voluntários franceses contra o bolchevismo), a Divisão SS Charlemagne participou heroicamente na defesa da capital do Reich contra o avanço soviético.

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O regimento de infantaria 638, como os oficiais alemães designavam a Legião dos Voluntários Franceses, iniciou sua luta nos arredores de Moscou em novembro de 1941. Após a invasão dos aliados na Normandia em 1944, a transferência da legião à França foi abortada para reforçar a frente oriental por causa da ofensiva russa daquele verão. A 25 de junho, às margens do Rio Bobr, alguns membros da LVF sob o comando do major Bridoux lutaram 48 horas contra o avanço soviético. Apoiados por Stukas, cinco tanques Tigre rechaçaram um ataque após outro, o que se tornou a mais famosa operação da LVF. Quarenta ou mais tanques soviéticos foram destruídos diante da posição francesa. Testemunho da habilidade da LVF veio de um comunicado soviético, o qual relatava que suas forças foram bloqueadas pelo sacrifício de “duas Divisões francesas”.

FrenchSS - FrenchSS

Muitos dos integrantes da Divisão SS Charlemagne foram denunciados na ocasião de seu retorno à França. É o caso do Hauptsturmführer Henri Joseph Fenet, um dos últimos a receber a Cruz de Ferro e condenado a 20 anos de trabalhos forçados. Foi libertado em 1959. Outros tiveram menos sorte e foram fuzilados na ocasião de sua captura pelas autoridades francesas. O episódio do General Leclerc ficou famoso, quando diante dos 11-12 desafiantes capturados da Divisão Charlemagne, ele perguntara por que os soldados estavam usando uniforme alemão. A resposta impertinente veio através de outra pergunta, por que o general estava usando um uniforme americano (o “franceses livres” utilizavam um uniforme modificado do exército norte-americano). Tal afronta levou ao fuzilamento sumário deste grupo de franceses da Waffen-SS, sem qualquer procedimento formal de um Tribunal Militar.

Fonte: Inacreditavel.com.br

Leia também: O Último Canto do Diabo

A última missão

16 de Dezembro de 2009 @ 15:10 por admin

Submarinos Alemães – Mitos, Lendas e a Realidade

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O escritor brasileiro Roberto Muylaert publicou recentemente pela Editora Globo o livro ALARM, no qual ele conta a história do blumenauense de origem alemã Werner Hoodhart, que nos anos 1940 se alista nas forças nazistas e acaba como tripulante de um submarino, o U-199, nas costas brasileiras.

A imaginação fértil de Muylaert leva Werner e seus colegas tripulantes a desembarcarem em Praia Grande, no litoral paulista, atrás de uma famosa marca de cachaça ! E isto é só o começo das aventuras que todos irão viver nas páginas deste livro.

SUBMARINO U-513

Outro submarino alemão que infernizou a vida da marinha mercante no litoral brasileiro durante a segunda guerra mundial foi o U-513, que atuava no litoral sul do nosso país.

Dele, se fez um documentário, que foi exibido pela RBS/TV de Santa Catarina. A presença dos submarinos na costa do Brasil foi uma dura realidade, mas criou lendas e mitos.
Em Blumenau circulavam notícias à boca pequena, dando conta de que muitos espiões iam e vinham nestes submarinos, preparando o campo para a futura base alemã em que seria transformado o Vale do Itajaí, se Hitler ganhasse a guerra

A BATALHA DO ATLÂNTICO

Naquela manhã do dia 19 de julho de 1943 as correntes marítimas que vinham do pólo sul tornavam gélida a superfície do Oceano Atlântico, nas imediações da costa de Santa Catarina.
O vento forte que cortava os ares não foi empecilho para que a um avião Mariner, anfíbio da marinha norte americana, realizasse intensas operações de patrulhamento, buscando localizar submarinos inimigos. Três dias antes, um navio da marinha mercante americana, o “Richard Caswell”, de 7.177 toneladas, transportando tungstênio e magnésio de Buenos Aires para Nova York havia sido torpedeado e afundado pelo submarino alemão U-513, no mar territorial brasileiro, a poucas milhas da costa catarinense, entre Florianópolis e São Francisco do Sul.

A Europa havia se transformado em um sangrento teatro de operações de guerra. De um lado, americanos, ingleses e russos, procurando o apoio de aliados, entre os quais o cobiçado Brasil. Do outro lado, as “forças do Eixo”, formadas pela Alemanha, Itália e Japão.

O Brasil custou a decidir-se: apoiar quem ?

Getúlio Vargas exercia nosso governo de forma ditatorial. Por isso, e até sugestionado por membros influentes do seu governo, como Filinto Muller, manifestava velada simpatia por Hitler, que também usava de plenos poderes na Alemanha.
Mas a pressão americana pela conquista do Brasil como aliado foi mais forte. Quando os americanos resolveram financiar a construção de uma siderúrgica no Brasil, antigo sonho de Vargas, não houve mais dúvidas. Ele cedeu território para a instalação de bases americanas no norte do país, cortou relações diplomáticas com a Alemanha e acabou declarando guerra aos países do Eixo.

Em represália, dezenas de navios mercantes, brasileiros e de outras nacionalidades, foram afundados em nossa costa, torpedeados por submarinos alemães. E assim o Brasil foi envolvido na “Batalha do Atlântico”, muito antes de mandar seus pracinhas da FEB para os campos de batalha italianos.

SUBMARINOS ALEMÃES X AVIÕES MARINER ALIADOS

Preocupado com a rota que os navios mercantes faziam na costa da América do Sul, transportando mantimentos e produtos para fabricação de armas bélicas. Hitler chamou seu homem de confiança, Almirante Karl Dönitz, e lhe deu a incumbência de atacar, com submarinos, as embarcações consideradas inimigas na costa brasileira. Ressalvou, porém, que nenhum ataque seria feito nas costas da Argentina e Chile, países considerados neutros e, por isso, amigos.
Muitos submarinos, conhecidos como U-Boats, foram então deslocados para o Atlântico. Não só alemães, mas também italianos. As costas do Brasil passaram a ser invadidas por missões nazistas dos U-Boats 128, 161, 164, 199, 507, 513, 590, 591, 598, 662 e também pelo italiano Arquimede.

Dois deles, em especial, incumbiram-se de aterrorizar os mares do sul do Brasil: o U-199 e o U-513, este último presença constante na costa catarinense.

A missão dos alemães era extremante fácil de ser realizada. A imensidão da nossa costa dava tranqüilidade aos submarinos, que emergiam em locais estratégicos para se abastecer de água potável.. Conta-se que o U-513 tinha um destes pontos de abastecimento na Ilha de Santa Catarina, na Praia de Armação, onde havia sido instalada, em 1939, uma estranha “fábrica” de óleo de baleia por um cidadão estrangeiro mais estranho ainda.
Já o abastecimento de combustível dos anfíbios era feito por submarinos apoiadores, que ficavam em alerta entre as costas brasileira e européia.

Não demorou para que os norte americanosb viessem nos auxiliar no patrulhamento do Atlântico, o que foi feito pela marinha de guerra americana e por aviões.

UM SUBMARINO NA COSTA CATARINENSE

O submarino U-513 era comandado por Friedrich Guggenberger, nascido em Munique, que assumira o comando da embarcação em maio de 1943. Guggenberger tinha apenas 29 anos e sua tripulação, de 53 membros, era bem mais jovem.
Na sua missão o U-513 foi afundando, torpedeando, causando terror no Atlântico Sul.
No dia 21 de junho de 1943 ele torpedeou o navio Veneza, de nacionalidade sueca.

Quatro dias depois atacou o Eagle, dos Estados Unidos, que não afundou mas ficou bastante avariado.

Prosseguindo na sua missão, o U-513 afundou, no dia 1º de julho de 1943, o navio mercante brasileiro “Tutóia”, de 1.125 toneladas, pertencente à Cia. de Navegação Lloyde Brasileiro.

O ataque aconteceu a apenas 6 milhas da costa, na Ponta da Juréia, Iguape, litoral paulista.
O Tutóia fazia a rota entre Paranaguá e Santos e transportava café, madeira, batatas, carne salgada e outros mantimentos. Dos 37 membros da tripulação, 7 morreram, entre eles o comandante Acácio de Araújo Faria. Os outros abandonaram o barco antes que afundasse, em duas baleeiras e uma balsa. No dia 3 de julho de 1943 o U-513 colheu mais um triunfo. Afundou o navio americano Elihu Washburne, de 7.176 toneladas. Depois foi a vez do Incomat, de nacionalidade inglesa e, finalmente, no dia 16 de julho, afundou na costa catarinense o Richard Caswell, navio de bandeira norte americana, de 7.177 toneladas.

Enquanto estas missões nazistas eram bem sucedidas no Atlântico Sul, porque os submarinos atacavam de surpresa e desapareciam rapidamente nas águas do mar, aconteceu um fato que iria mudar o rumo da história.

A SITUAÇÃO SE REVERTE

Os aliados possuíam um sistema para detectar a presença de submarinos submersos. Era o ASDIC – Allied Submarine Detection and Investigation Committee, ou Sonar, que captava a presença de um submersível através da freqüência de áudio. O “bip” que o caracterizava era o terror dos submarinos. Esta técnica, porém, era inútil contra os submarinos que disparassem torpedos da superfície. Por isto, seus comandantes receberam instruções para efetuar a imersão e atacar à tona d’água.
Em maio de 1943 o cientista britânico John Sayen anunciou a descoberta de um novo sistema de radar, o “radar centimétrico”, munido de ondas curtas e com tamanho compacto suficiente para ser instalado em aviões. Com ele, os aviadores podiam agora localizar o alvo, como no caso dos submarinos alemães, desde que “estivessem na superfície”. Agora, não havia escolha: submerso, o submarino era descoberto pelo sonar dos navios aliados. Na superfície, era o radar centimétrico dos aviões que o denunciava.

Localizado o submarino inimigo, e se este submergisse, o ataque era feito pelos aviões com cargas de profundidade, utilizando-se bombas em forma de latas de tinta, que explodiam com a pressão da água. Era o começo do fim dos submarinos alemães no Atlântico Sul.

O AFUNDAMENO DOS SUBMARINOS ALEMÃES

- Em 17 de maio de 1943 foi afundado o U-128, a 32 milhas da costa de Alagoas, por aviões Mariner americanos e pelos destróieres ingleses Moffet e Jovett.

- O temido U-199 foi atacado e afundado em 31 de julho de 1943 ao largo da Praia de Maricás – Rio de Janeiro, por um avião PBY Catalina A28 Hudson e por um avião 74P-7 Mariner.

- O U-590 recebeu carga mortal em 09 de julho de 1943, quando foi atacado por um avião Catalina PBY-3 – Esquadrão PV94, ao largo do litoral do Amapá. Em alto mar.

- Em 21 de julho de 1943 foi afundado o U-662, atacado por um avião Catalina VP 94, ao largo do litoral do Amapá.

- O U-598 não resistiu ao ataque de um avião UB-107 B12 e de 2 Mariners, 107-B6 e 107-B8, a 60 milhas do Cabo de São Roque, litoral do Rio Grande do Norte, em 23 de julho de 1943.

- Em 30 de julho de 1943 foi a vez do submarino U-591 ser afundado por um avião Ventura do Esquadrão VP-127, a 33 milhas do Recife. Em pouco tempo, todos haviam sido eliminados.

Mas quais teriam sido realmente destruídos ?

Um dos mais conhecidos artifícios dos capitães de submarinos era lançar destroços e óleo pelos tubos de torpedos, de modo a enganar os navios de patrulhamento, simulando assim seu afundamento. De alguns têm-se o registro de fotos e depoimentos de tripulantes que sobreviveram. Outros, podem ter mudado de rumo e abandonado o local, mesmo seriamente avariados. Porque nunca se localizou destroços de nenhum submarino afundado em nossa costa.

U-BOAT 513 É DESTRUIDO

Ele teve seu trágico fim no dia 19 de julho de 1943. Como vimos, 3 dias antes o U-513 havia afundado o navio Richard Caswell na costa catarinense.

Segundo alguns historiadores, o Comandante Guggenberger cometeu um erro naquele dia, ao conversar longamente pelo sistema de comunicações com o Comando de Submarinos na Alemanha, mais precisamente com Karl Dönitz. Ele pediu o envio de mais unidades para reforçar o trabalho na área e esta transmissão foi interceptada e a posição do U-513 foi determinada no litoral catarinense: 90 milhas da costa, ao norte da Ilha de Santa Catarina e próximo a São Francisco do Sul. Naquela manhã um avião Mariner realizava patrulha pela área em que o navio Richard Caswell havia sido torpedeado, nas proximidades de Florianópolis.

Durante o vôo foi feito um contato pelo radar e identificado, pelo binóculo, um submarino. Era o U-513 ! O avião atacou e o U-513 respondeu com fogo antiaéreo, disparado do canhão localizado no seu convés.O avião lançou 6 bombas. As explosões ergueram o submarino sobre a água, fazendo-o afundar de proa em menos de um minuto. Na superfície ficaram destroços, uma grande mancha de óleo e 20 sobreviventes debatendo-se no mar. Apenas 7 foram resgatados, entre eles o Comandante Guggenberger, que depois foi levado para os Estados Unidos para ser inquirido.

46 tripulantes morreram. Foi o fim do U-513, o submarino que infernizou a vida das embarcações nas costas do Brasil e de Santa Catarina durante a segunda guerra mundial.

COMANDANTE GUGGENBERGER E O SEU TRÁGICO FIM DE VIDA

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Com o afundamento do seu submarino, a carreira do comandante Friedrich Guggenberger (foto) não terminou. Pelo contrário, durou ainda muito tempo. Depois de ficar à deriva no mar, foi recolhido pelo navio norte americano US Barnegate. Ferido gravemente, foi levado aos Estados Unidos e durante vários meses permaneceu em um hospital, sendo transferido depois para o campo de “Papago Park”, perto de Phoenix, no Arizona. Em 23 de dezembro de 1944, ele e mais 24 tripulantes de U-Boats, incluindo Hans Werner Kraus, do U-199, escaparam.

Guggenberger foi recapturado em janeiro de 1945, quando já estava próximo à fronteira mexicana. Certamente pensava em abrigar-se no Paraguai ou Argentina, onde os nazistas encontravam guarida segura. Foi libertado pelos Estados Unidos em agosto de 1946.Tornou-se arquiteto e regressou à Marinha Alemã em 1956. Depois, graduou-se no Colégio Naval de Guerra de Newport, nos Estados Unidos. Durante quatro anos foi contra-almirante da NATO ( OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte), até que aposentou-se, em 1972. Em maio de 1988 Friedrich Guggenberger entrou em uma floresta, perto de sua casa na aldeia de Erlenbach am Main, na fronteira noroeste da Baviera. Era um passeio, mas o ex-comandante sumiu. Estava com 75 anos. Seu corpo só foi encontrado dois anos depois.

Até hoje, a morte de Guggenberger continua envolta em mistério. Mistério que cerca, também, a história dos submarinos alemães que navegavam pelas águas do Atlântico sul.

DEPOIMENTO PESSOAL DE QUEM NAVEGOU NESTAS ÁGUAS DURANTE A GUERRA:

FONTE  1 - FONTE  1

Vitoriano Cândido da Silva, hoje nos seus bem vividos 96 (2009) anos, sentiu na própria pele as emoções de navegar pelas águas do Atlântico, a bordo de um navio mercante brasileiro, enfrentando os perigos de ser torpedeado por um submarino alemão.

Mais conhecido em Blumenau como Tesoura Júnior, pseudônimo que o imortalizou na crônica esportiva do rádio blumenauense, Tesoura, lúcido e com a mesma voz firme que muitos conheceram no rádio, descreveu para mim aqueles momentos de suspense vividos durante a segunda guerra mundial. Vitoriano morava naquela época na cidade catarinense de São Francisco do Sul. Depois viria residir em Blumenau, onde se encontra até hoje. Um amigo seu, membro da tripulação do navio mercante “Comandante Pessoa”, adoeceu. O ano era 1943.

Perto de completar 30 anos de idade, disposto a vivenciar aventuras e conhecer um pouco do mundo, ele assumiu o lugar do amigo na tripulação. Partindo de São Francisco, o “Comandante Pessoa” tinha escala em Santos e destino final na África do Sul, onde entregaria sua carga.

Vitoriano lembra que o navio seguiu em comboio, escoltado por belonaves de guerra.

Nas águas territoriais do Brasil a escolta foi feita por um navio brasileiro. Quando o comboio entrou em águas internacionais, a missão de proetegê-lo foi assumida por navios de guerra ingleses e norte americanos. Para ocultar-se dos prováveis ataques dos submarinos alemães, à noite não era permitido acender luzes nos navios. Vitoriano conta que apenas era permitida uma pequena iluminação, para enxergar a bússola. Enquanto isto, os navios argentinos, considerados amigos pelos nazistas, navegavam tranquilamente, com todas as luzes acesas.

Felizmente a viagem do “Comandante Pessoa” e dos demais integrantes do comboio, transcorreu sem maiores incidentes. Mas a recordação traz à lembrança de Tesoura o suspense que cada tripulante vivia, dia após dia, hora após hora.

Na África do Sul o navio aportou em Durban e Cape Town, descarregando sua carga.

O retorno não foi tão tenso, porque a caça aos navios, pelos alemães era centrada nos que navegavam em direção à África e à Europa, pois estariam transportando equipamentos e alimentos para os aliados enfrentarem as forças do Eixo na guerra. Ouvir um depoimento como este, de quem vivenciou esta história, e repassá-la aos leitores, é tarefa deveras gratificante.

Depois da nossa conversa fiz algumas pesquisas, inclusive na internet, sobre o navio Comandante Pessoa e fiquei sabendo que a intrépida embarcação teve um fim melancólico.

Construído nos anos 10, o navio foi lançado ao mar em 1919 nos Estados Unidos com o nome de Cliffwood. Depois, mudou de dono e de nome; foi rebatizado Mormacsea. Em 1939 foi adquirido pelo governo brasileiro, que o vendeu, em 1940, à companhia de navegação Lloyde Brasileiro, quando passou a ser o “Comandante Pessoa”.. Não obstante ter enfrentado tantos perigos nos conturbados anos da segunda guerra mundial, acabou afundando em 1954.

No dia 4 de maio de 1954, o vapor vinha de Areia Branca, Rio Grande do Norte, com um carregamento de sal para Recife. Nessa viagem, chocou-se com um arrecife ao largo do Cabo de São Roque, encalhando. Sua tripulação foi resgatada por outros navios e na operação de rebocá-lo, acabou afundando.

EM BUSCA DO SUBMARINO U-513

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Em que ponto do litoral catarinense foi bombardeado e afundado o submarino alemão U-513, em 19 de julho de 1943, em plena segunda guerra mundial?

Em nossas pesquisas, chegamos à informação de que o navegador Vilfredo Schürmann já iniciou as operações que visam localizar em alto mar o submarino que atacava os navios mercantes dos países aliados na costa de Santa Catarina. No dia 26 de junho deste ano, o veleiro “Aysso”, da Família Schürmann, deixou o Iate Clube Veleiros da Ilha, em Florianópolis, para dar início às operações.

Segundo o navegador, o local do afundamento está situado a cento e quarenta milhas no través da Ilha do Arvoredo. O arquipélago do Arvoredo, ao qual pertence a ilha que lhe dá nome e mais as ilhas Deserta, Galés e Calhau de São Pedro, situa-se ao norte da Ilha de Santa Catarina. Fica a uma distância de 11 quilômetros do litoral.

No site “Naufrágios do Brasil”, a informação da localização do submarino na hora do afundamento é a seguinte:
“Localização: ao largo de Florianópolis.
Latitude: 27º 17’ S.
Longitude: 47º 32’ W. “

A equipe de Vilfredo já está a postos para produzir um filme-documentário sobre as buscas. Dela, fazem parte arqueólogos de renomado saber. A direção do filme é de David Schürmann. Wilhelm Schürmann está encarregado das operações de um sonar de varredura lateral, adquirido nos Estados Unidos, que mapeia com precisão uma faixa de até 600 metros de largura no fundo do mar. Para levar às telas toda a grandeza desta exploração submarina, Vilfredo adquiriu os direitos de filmagem de 2 livros do historiador Telmo Fortes, ambos versando sobre o Submarino U-513: “A Última Viagem do Lobo Cinzento” e “O Tesouro Hebreu”.

Texto Carlos Braga Mueller/Jornalista e escritor
Arquivo: Adalberto Day
Artigo original: http://adalbertoday.blogspot.com

HITLER E A BOMBA ATÔMICA

26 de Novembro de 2009 @ 11:07 por admin

Já se especulou bastante sobre quais teriam sido as famosas armas secretas com as quais a Alemanha esperava virar o jogo nos estertores da guerra. Naturalmente a bomba nuclear ou bomba atômica não deixa de estar entre as considerações. Há um relato que pode ser considerado fidedigno e que encontramos no livro Meine Kommandounternehmen ( Minhas Ações de Comando), editora Limes, Wiesbaden-Munique, 1993 de Otto Skorzeny (1908 – 1975). Skorzeny destacou-se principalmente por ter comandado a ação de resgate do Duce Mussolini em 1943.

Diz ele que futuros historiadores acharão estranho o fato de não ter a Alemanha usado a arma, apesar dispor dos meios e da ciência para produzi-la desde 1938. Neste ano os professores Otto Hahn e Strassmann comprovaram quimicamente a fissão nuclear. O primeiro recebeu o Prêmio Nobel em 1944 pela descoberta do núcleo pesado. Ele trabalhava no Instituto Kaiser Wilhelm em Berlim com uma série de pesquisadores de primeira ordem incluindo o Prof. Werner Heisenberg. Este tinha como assistente Carl Friedrich v.Weizsäcker, que era filho de um dos integrantes do grupo de revoltosos que pretendeu dar o golpe contra Hitler em 20 de julho. Segundo Skorzeny havia mais um instituto científico, sob orientação do Físico Manfred v.Ardenne, que trabalhava nestas pesquisas.

Como não poderia deixar de ser Hitler se interessou vivamente pela matéria e no outono de 1942 teve longa conversa a respeito com o Dr.Todt, ministro do armamento. Entretanto, nunca se afastou da opinião de que usar a energia atômica para fins bélicos significaria acabar com a humanidade.

skorzeny - skorzeny

Skorzeny relata uma conversa pessoal que teve com Hitler em outubro de 1944. Ele próprio tocara no assunto em função de um bombardeio britânico havido contra uma fábrica de água pesada na Noruega, ao que Hitler comenta: “Sabe, senhor Scorzeny, que se a fissão nuclear e ainda mais a radioatividade fossem usadas como arma, isto significaria o fim do nosso planeta? As consequências seriam horriveis. (…) Sem dúvida! Mesmo que a radioatividade seja controlada e a fissão do átomo for a arma, também neste caso o efeito seria devastador.

Quando Dr.Todt esteve aqui, eu li que um aparelho desta natureza, com radioatividade controlada, liberaria uma energia que provocaria uma destruição só comparável àquela ocasionada por meteoros que cairam no Arizona e na Sibéria próximo ao Lago de Baical. Isto quer dizer que todo tipo de vida, não só humana, mas também animal e vegetal, seria extinto por centena de anos num raio de 40 km. Seria o apocalipse. E como guardar um segredo destes? Impossível! Não! Nenhum país, nenhum grupo humano civilizado poderia assumir conscientemente tamanha responsabilidade. De ataque a contra-ataque a humanidade necessariamente se exterminaria. Alguns agrupamentos populacionais no Amazonas e nas florestas de Sumatra teriam alguma chance de sobreviver.” Estas, segundo Skorzeni, as palavras de uma homem, cuja memória vem sendo vilipendiada sob acusação de ter sido o responsável pelos mais horrendo crimes contra a humanidade.

Mas esta questão do domínio da fissão nuclear também pode ter sido motivo para que as forças do mundo todo fossem moblizadas contra um pequeno país. Ditadura, liberdade, racismo e outros “ismos” foram só pretextos.

Fonte: Blog do Toedter

Descoberta de um arquivo secreto francês sobre Hitler

20 de Novembro de 2009 @ 13:23 por admin

hitler jacob - hitler jacob

Como o jornal francês “Le Monde” mostrou na última sexta-feira, foi encontrado nos arquivos franceses um até então desconhecido dossiê do serviço secreto sobre o jovem Adolf Hitler.

A ficha do serviço secreto francês contém dados sobre Hitler que não são tão exatos. O local de nascimento é indicado como “Passau”, no ano de “1880”. Na verdade deveria ser “Braunau am Inn” e “1889”. A foto está correta.

Interessante é que seu prenome está indicado como “Adolphe, Jacob” e é descrito como o “Mussolini alemão”. Além disso, pode-se ler que Hitler não seria “nenhum imbecil (…) um demagogo bastante habilidoso.” Ele também pertenceria à organização “Sturmtruppen”.

Funcionários do arquivo nacional francês descobriram o arquivo há muito tempo. Nos registros de 1924, o futuro ditador recebeu a profissão de “jornalista”.

Quando e como este pedaço de papel no formato A5 foi parar nos armários de aço do arquivo nacional, onde importantes documentos franceses como o testamento de Napoleão Bonaparte e os diversos textos constitucionais das diferentes épocas estão guardados, não está claro segundo o artigo.

A diretora do arquivo, Isabelle Neuschwander, declarou ao “Le Monde” que primeiramente o arquivo deve ser classificado, onde ele pertence: no arquivo que contém cerca de 6.600 caixas de inúmeros documentos da história alemã e das relações franco-alemãs entre as duas guerras mundiais.

Fonte: Inacreditavel / Alles Schall und Rauch

texto Original Le Mond:
http://www.lemonde.fr/europe/article/2009/11/19/adolf-hitler-genre-fasciste_1269349_3214.html

1942: Tropas alemãs ocupam o sul da França

11 de Novembro de 2009 @ 12:43 por admin

No dia 11 de novembro de 1942, as tropas alemãs e italianas ultrapassaram a linha de demarcação das regiões de paz e invadiram a parte ainda não ocupada do território francês, quebrando o armistício de 1940. Um dia antes, Hitler havia em vão convidado a França a lutar contra ingleses e norte-americanos.

Depois de derrotar a Polônia, Hitler fez uma proposta de paz à Inglaterra e à França, durante um discurso na sede do governo alemão, a 6 de outubro de 1939. O acordo deveria considerar as conquistas já alcançadas pelo regime nazista. As duas potências ocidentais, que ao aceitar a oferta estariam abdicando de qualquer influência na constelação das relações de poder na Europa, rejeitaram a proposta. Até então, Inglaterra e França não haviam participado da guerra de maneira ativa.

Com arsenal insuficiente e sem a menor vontade de entrar no conflito, a França esquivava-se da guerra mantendo-se dentro dos limites da Linha Maginot, uma imensa linha de fortificações e trincheiras, construída em 1930, próxima à fronteira alemã. Os franceses resumiam a sua participação bélica a vôos ocasionais de reconhecimento sobre o vizinho território alemão. Grande parte do continente europeu já se encontrava ocupado pelas tropas alemãs.

Diferença entre adversário e inimigo

As relações entre Alemanha e Rússia haviam se estremecido após a divisão da Polônia e a anexação dos países bálticos. Cresciam as discórdias entre os dois países em relação à demarcação das áreas de interesse de cada um. Com a operação militar Barbarossa, a União Soviética tornou-se o novo alvo de ataque dos alemães. Hans-Günter Stark, comandante da 91ª Divisão, explica a diferença entre os conceitos “inimigo” e “adversário” na Alemanha de Hitler: “Ingleses e franceses eram adversários. Nós não os víamos como inimigos. Já os russos, os soviéticos, eram inimigos cerrados e ideológicos”.

No dia 8 de novembro de 1942, Hitler discursou para os “velhos combatentes” na cervejaria Löwenbräukeller, de Munique, em memória ao fracassado golpe de 1923. Hitler mostrava-se completamente convencido da teoria de conspiração que teria envolvido a situação.

Dois dias depois, Hitler encontrou-se com o primeiro-ministro francês Laval. O Führer o convidara a Munique, com o propósito de sondar se o governo francês de Vichy estaria disposto a lutar ao lado dos alemães, contra ingleses e americanos. A tentativa foi vã. A França não estava disposta. Um dia depois, a 11 de novembro de 1942, as tropas alemãs e italianas ultrapassaram a linha de demarcação das regiões de paz e invadiram a parte ainda não ocupada do território francês.

Os franceses reagiram com veemência. Embora o marechal Pétain tentasse atenuar os efeitos da ocupação, através de concessões, os impulsos de resistência vieram rapidamente à tona em todo o país. Os patriotas franceses fundaram o maquis, o exército da Resistência, que se mantinha escondido em regiões intransitáveis, para dali empreender ataques armados contra o regime nazista alemão.

O Reino Unido mostrou disposição de ajudar, fornecendo armas e munições às milícias francesas. A Resistência foi tão bem organizada e bem-sucedida que muitos povoados e áreas do país puderam ser libertados da ocupação alemã.

Mussolini foi espião dos serviços secretos ingleses

20 de Outubro de 2009 @ 12:09 por admin

mussulini - mussulini

O ditador italiano Benito Mussolini trabalhou para os serviços secretos ingleses antes de ter fundado o regime fascista, revelou o diário britânico ‘Guardian’.

Peter Martland, um historiador de Cambridge, descobriu nos arquivos britânicos documentos que provam que em 1917 Mussolini foi pago pelo MI5, os serviços secretos de Londres, para escrever artigos a favor da continuação da Itália na I Guerra Mundial ao lado dos aliados e atacar manifestantes pacifistas.

Mussolini editava o jornal ‘Il Popolo d’ Italia’ e controlava grupos de antigos veteranos do exército, que atacavam manifestações contra a presença italiana na guerra em Milão.

“Mussolini recebeu uma soma de cem libras por semana a partir do Outono de 1917 durante pelo menos um ano para manter a campanha pró-guerra – uma verba equivalente a seis mil libras hoje (cerca de 6.400 euros)”, disse o historiador ao diário britânico.

Em 1954 o caso já tinha sido mencionado por Sir Samuel Hoare, o agente do MI5 que recrutou Mussolini, mas esta é a primeira vez que são encontradas provas documentais.

Fonte: http://www.correiomanha.pt

1939: Soviéticos invadem a Polônia

17 de Setembro de 2009 @ 14:32 por admin

A Alemanha cumpria assim a sua parte no acordo secreto que complementou o Pacto de Não-Agressão firmado entre Adolf Hitler e Joseph Stalin no dia 23 de agosto de 1939. O acordo complementar, que só ficou conhecido muito mais tarde, previa a divisão da Polônia entre a Alemanha e a União Soviética, em caso de uma reorganização política e territorial da Europa Ocidental depois da guerra. Enquanto a Finlândia, Estônia, Letônia e Bessarábia (atual Moldávia) ficariam sob jugo soviético, a atual Gdansk passaria à Alemanha.

germans and soviets - germans and soviets

Os alemães haviam invadido a Polônia no dia 1º de setembro, num fulminante ataque militar que ficou conhecido no mundo pela expressão blitzkrieg (guerra relâmpago). Usando o argumento de que precisava proteger suas fronteiras, a União Soviética atacou pelo lado oriental.

Uma partilha desigual

Ao marcharem sobre a Polônia, a 17 de setembro, as tropas de Stalin encontraram pouca resistência, pois os alemães haviam destroçado grande parte das Forças Armadas polonesas.

A Alemanha acabou se apossando das ricas regiões industriais na parte ocidental do país, e a União Soviética ficou com o terço restante dos territórios, na parte oriental. A divisão desigual não incomodou o líder soviético, pois contava com o apoio alemão nos ataques à Finlândia e aos países bálticos (embora a Alemanha também demonstrasse interesse pela cidade de Vilnius, na Lituânia).

As alianças com os regimes totalitários, em Roma e em Moscou, além do sucesso da campanha polonesa, incentivaram Berlim a avançar, mas desta vez sobre a Europa Ocidental. Já a aliança entre Hitler e Stalin acabou de forma definitiva em 22 de junho de 1941, quando o Exército alemão invadiu a União Soviética.